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Trajes da Escola Portuguesa
de Arte Equestre
Homem de sentido estético, teimoso,
grande amigo e entusiasta da EPAE, José António
Torcato Freitas, foi o principal responsável pela
concepção do traje actual utilizado na Escola.
Depois
de muitas trocas de impressões com o Sr.
Eng.º Fernando d’Andrade, os Fundadores da Escola
e outros colaboradores, manteve a sua teimosia, em que
o traje deveria ser “bordeaux” e não “azul”,
como era pretensão dos primeiros.
Esta teimosia, quanto
a mim, baseou-se principalmente, num quadro, do séc. XVIII, existente no Museu dos
Coches, em que há um carrossel, no Terreiro do Paço,
com dezenas de cavalos de pelagem castanha, em que os cavaleiros
vêm vestidos com casacas da referida cor.
A existência deste quadro, nunca foi por Ele divulgada
ao grupo!
TRAJE DE GALA
Casaca comprida, até a dobra do joelho, de veludo “bordeaux”,
com gola preta, galão dourado e preto, aberta à frente,
com grandes botões dourados, com as armas de D.
João V, em baixo relevo.
Sob a casaca, colete branco
de seda, relativamente comprido, com bolsos laterais, ajustado
nas costas com duas presilhas
de tecido atadas.
Camisa branca, sem colarinho, de manga
comprida, punho duplo e botões de punho.
“Plastron” branco, em volta do pescoço, cruzado à frente,
aparecendo debaixo do primeiro botão do colete.
TRAJE DE TRABALHO
O traje de trabalho, de Verão é exactamente igual
ao de gala, sem casaca de veludo, montando os cavaleiros em colete
com as mangas da camisa branca, à vista.
No traje de trabalho
de Inverno, o colete branco é substituído,
por um colete de veludo “bordeaux”, com mangas,
botões dourados, galão dourado e preto.
Impermeável
preto comprido, cobrindo a coxa e ajustando-se na polaina,
com o escudo amarelo da EPAE no peitoral esquerdo.
Gabão castanho, de gola de raposa (vulgo capote à alentejana).
Tanto no traje de trabalho como de gala:
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O calção creme é de
cós alto, justo a coxa, com quatro
botões dourados acima do joelho, dispensando a abertura lateral, usada
na época, dado que os tecidos actuais são elásticos sendo
mais fáceis de vestir.
Para se manterem esticados, têm atilhos de
nastro nas canelas e são suspensos dos ombros
por suspensórios.
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Meia de seda branca comprida, saindo
da polaina superiormente, cobrindo o joelho.
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Bota preta de couro, de elástico
e salto de prateleira.
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Polainas pretas de couro, com abertura
em “V” à frente do joelho, apertadas
lateralmente em “folha de oliveira”.
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Esporas de prateleira, em metal amarelo,
com braços compridos, de secção
triangular, de pua recta e roseta, de correia larga,
no peito do pé, com fivela quadrada, apertando
na face externa do pé.
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Luvas, de anta brancas.
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Tricórnio preto, de feltro com
galão dourado, tendo do lado esquerdo fita encarnada
e branca, sobrepostas por um grande botão dourado
com as armas de D. João V, em relevo.
No caso dos Mestres-Picadores, além do referido botão
estas fitas são sobrepostas por um grande presilhão
dourado.
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Tanto nos Mestres-Picadores como nos
Picadores, Aspirantes e Alunos a “Vardasca” de
marmeleiro faz parte da farda.
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Os alunos usam camisola “bordeaux”,
de decote em bico, sob a qual vestem camisa, sem colarinho,
as riscas “bordeaux” e brancas.
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O uniforme do pessoal tratador, é azul
escuro, com boné de pala, com o logótipo
da E.P.A.E. na fronte, usando bata para a limpeza.
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