A Escola Portuguesa de Arte Equestre é a reconstituição da Real Picaria, Academia Equestre da Corte Portuguesa do séc. XVIII, encerrada no séc. XIX, mas não extintos o seu ensinamento e tradição que nunca deixaram de influenciar a maneira de montar em Portugal.

Palácio Nacional de Queluz

Arreios da Escola Portuguesa de Arte Equestre

 

PALÁCIO NACIONAL DE QUELUZ

Mandado construir por D. Pedro III, marido da rainha D. Maria I (1734 – 1816) e utilizado como residência real, este palácio constitui um dos melhores exemplos da arquitectura portuguesa dos finais do século XVIII.

Foi enriquecido com um importante museu de artes decorativas, cujas colecções pertenceram, à família real e estão expostas no seu contexto próprio.

Muitas das suas salas possuem decoração rocaille, como a soberba Sala do Trono, com paredes revestidas de espelhos e magnífica talha dourada.

Os jardins circundantes são embelezados por fontanários e lagos ornamentais onde a água brota de figuras mitológicas, entre as quais sobressai o grupo escultórico em volta do lago do Jardim de Neptuno.


 

 




ARREIOS DA ESCOLA

Os arreios e seus acessórios são réplicas da época da Real Picaria.

Na E.P.A.E. durante o trabalho diário é utilizado o “Selim à Relvas”, com assento e abas de camurça de cor natural, tendo desenhos vegetalistas no primeiro e nervuras nas abas.

Nas apresentações públicas e galas, utiliza-se a “Sela à Portuguesa” igual à sela de toureio, com assento e abas de camurça com nervuras de cor natural, tendo ferragens, passadores e pregos em alpaca que enfeitam os arções.

Os estribos são de argola, com pegada redonda e levam as armas de Portugal, em metal dourado, no braço exterior.

Quando os cavalos são trabalhados à vara e à guia, os estribos são suspensos lateralmente à sela por um francalete em couro.

Tanto as selas como os selins de trabalho levam nas abas, as armas de Portugal, em metal e têm como acessórios e adornos: Peitoral e rabicheira em couro, com fivelas e passadores cinzelados.

O Peitoral tem um grande medalhão com as armas de D. João V.

Cobrindo o rim das montadas levam as selas e selins um xairel de pele de Texugo que além de uma questão estética, evita que a casaca do cavaleiro se suje, com o suor do cavalo.

As cabeçadas de trabalho, assim como as de gala:

a) de bridão para poldros e cavalos mais jovens;

b) de freio-bridão para o trabalho de cavalos adultos, apresentações e galas são em couro
de cor natural, com fivelas e passadores, cinzelados (ditas D. João V) em alpaca,
além de terem adorno e botões metálicos também cinzelados, nas testeiras e focinheiras.

Os freios são de Alpaca com caimbas cinzeladas e um florão com as armas de Portugal e destorcedor para as rédeas.
No trabalho às rédeas longas, o cavalo é aparelhado com gualdrapa em veludo “bordeaux”, com vários galões dourados tendo lateralmente, debruadas a ouro, as armas de Portugal.

Os cavalos da E.P.A.E. são montados diariamente, sendo-o nos treinos com as crinas e cauda compridas.

Nos espectáculos são apresentados de crina entrançada à Portuguesa: uma trança corrida, de cada lado do pescoço, por entre a qual são passadas com uma agulha grossa fitas largas de seda, amarelas e brancas.

A cauda é entrançada com trança corrida no coto, sendo as cerdas compridas atadas, rematando com nó grosso no caso dos cavalos que executam os saltos de escola.


 







topo