Em Defesa à Caça à Raposa   Equipagem de Santo Huberto - clique aqui

A caça é uma actividade praticada
desde tempos imemoriais. Profundamente
enraizada no mundo rural, cada vez
ganha mais adeptos nas cidades, sendo
que milhões de pessoas em todo o mundo
caçam regularmente.




EM DEFESA DA CAÇA À RAPOSA

A caça é uma actividade praticada desde tempos imemoriais. Profundamente enraizada no mundo rural, cada vez ganha mais adeptos nas cidades, sendo que milhões de pessoas em todo o mundo caçam regularmente.

Concretamente, a caça à raposa a corricão é uma modalidade vantajosa em todos os sentidos. Para o Homem, individualmente, permite o seu contacto com a natureza e une-o aos dois animais que sempre lhe estiveram mais próximos, o cão e o cavalo. É também uma possibilidade importante de equitação exterior para os amantes deste desporto, e mesmo quem não cavalga, desde que aprecie o trabalho dos cães, pode observá-lo a pé ou de carro. O número de jovens a praticar esta actividade não para de aumentar em todo o mundo.

 

CRIAÇÃO DE POSTOS DE TRABALHO

 

Em termos económico-socias, a caça à raposa a corricão contribui grandemente para o desenvolvimento rural, uma vez que a desertificação dos campos e a concentração da actividade económica nas grandes cidades cria a necessidade de promoção de actividades não agrícolas que gerem riqueza e atraía pessoas. A croação e treino de cães e cavalos são apenas dois exemplos de actividades associadas à caça a corricão que asseguram diversos postos de trabalho. Os laços entre o mundo rural e o mundo citadino são também assegurados por este método de caça pouco destrutiva e natural, dado que não emprega nenhuma produto da era industrial. Estão recenseadas em todo o mundo mais de 1.200 equipagens, num total superior a 500 mil pessoas envolvidas nesta modalidade cinegética.

Os laços entre o mundo rural
e o mundo citadino são também
assegurados por este método
de caça pouco destrutiva e natural,
dado que não emprega nenhum
produto da era industrial

O elemento essencial da caça a corricão é o cão. É no seu olfacto e resistência que se baseia a caça à raposa a corricão, podendo o seu número variar, em cada caçada, entre 30 a 50. Ora os Hounds, raça utilizada nesta modalidade são cães de trabalho. Não é fácil torná-los animais de companhia, sendo certo que os tornaríamos muito infelizes. Sem este tipo de caça, cerca de 20 mil cães em todo o mundo não teriam qualquer utilidade, correndo-se o risco de, com o tempo, a raça desaparecer.

Já o cavalo não depende da caça a corricão para preservar a espécie, mas não há dúvida de que esta actividade contribui muito para o fomento da sua produção e para o apuramento da raça.

Neste tipo de caça, o animal perseguido
é posto à prova na sua aptidão para sobreviver,
em termos que estão inteiramente de acordo
com a sua natureza de animal selvagem.

UM ANIMAL LIVRE NUM TERRITÓRIO LIVRE

Por pouco provável que pareça aos mais críticos, a caça à raposa a corricão é vantajosa para o próprio animal caçado. A questão não é se as raposas, predadoras por natureza, devem ou não ser controladas. É ponto assente que ninguém propõe fazer delas uma espécie protegida. Assim, o importante é como esse controlo deve ser feito. Se por um lado é certo que os animais devem ser protegidos contra as crueldades injustificadas, por outro, deixar que esse argumento atente contra a sua própria natureza e contra as leis da biologia e da ecologia é, no mínimo, absurdo. Neste tipo de caça, o animal perseguido é posto à prova na sua aptidão para sobreviver, em termos que estão inteiramente de acordo com a sua natureza de animal selvagem. Não pode haver melhor garantia selectiva das espécies caçadas do que um animal livre, num território livre, caçado por cães.

NÃO HÁ ANIMAIS FERIDOS

Outro ponto a favor deste tipo de caça, no que diz respeito ao animal caçado, é que é o único que determina a morte imediata no caso de captura. Ou a raposa é apanhada ou escapa sem ferimentos. Por norma, uma equipagem não pode matar mais de um animal por caçada e não pode caçar regularmente mais de duas vezes por semana, 6 meses por ano.

Apenas  um homem (o "huntsman") é responsável, com os seus assistentes (os "whippers-in") por caçar e controlar a matilha. Todas as outras pessoas estão lá para se divertir. Alguns apenas gostam de cavalgar, correr ou andar, embora a grande maioria participe pelo privilégio de observar os cães em acção. Em Portugal, a fuga da raposa acontece em mais de 95% dos casos, sendo o número de exemplares mortos na caça a corricão de 2 a 3 por ano. A caçada termina sempre que é morta uma raposa e, dadas as condições naturais do campo português com muito mato, topografia acidentada e solo com muitas covas onde os cães não entram, a raposa tem enormes vantagens.
De qualquer modo, a proibição desta actividade representaria, por si, uma discriminação dos que se dedicam a esta forma de caça.

OS CÃES

A matilha é treinada pelo "huntsman" Paulo Nogueira, que orienta a vida dos cães e dos canis. O seu pai, José Cândido Nogueira, foi o primeiro "huntsman" português, função que exerceu durante 46 anos. Esteve em Inglaterra a aprender a profissão e, de inicio, vieram ainda mestres ingleses caçar em Portugal. De lá também se importaram os primeiros Fox Hounds já ensinados, dai a razão porque ainda hoje se utilizam expressões inglesas na caçada. Os cães que vieram obedeciam a voz em inglês e a língua por facilidade foi mantida.

Os cães são sujeitos a treinos diários intensivos destinados ao seu adestramento (obediência absoluta ao comando) e preparação física, que inclui um percurso de cerca de 12 quilómetros.

A EQUIPAGEM DE SANTO HUBERTO

Em Portugal, a caça a raposa a corricão é praticada exclusivamente pela Equipagem de Santo Huberto, padroeiro dos caçadores. Embora entre as duas grandes guerras tenham existido uma equipagem com mesma designação, a actual foi fundada em 1950 por um grupo entusiastas da modalidade.

Hoje, a Equipagem de Santo Huberto é um clube com os seus estatutos homologados, sócios efectivos, sócios juniores, sócios clubes e sócios apoiantes ("Hunt-Supporters"). A época de caça estende se dos finais de Outubro, depois das primeiras chuvas que amaciam o terreno, até ao fim de Fevereiro, todas as quartas-feiras e Sábados.

Com sede em Santo Estevão (Benavente a Equipagem dispõe de instalações para o seu pessoal e de canis que albergam aproximadamente 80 cães e onde podem ser acomodados mais de 30 cavalos. Ergue-se no meio de uma excelente região de caça, pela relativa abundância de raposas pela natureza elástica e arenosa do solo.

Equipagem de Santo Huberto
Santo Estevão

(Benavente)
Tel.: 263 949257