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Notícias Equestres


Festas de Samora Correia - 13 a 16 Ago
12/08/2004
As tradicionais festas de Samora Correia em honra de N. Senhora da Oliveira e N. Senhora de Guadalupe têm o seu inicio amanhã dia 13 e prolongar-se-ão até segunda feira 16.
Como é habitual o programa, a par das comemorações religiosas, é constituído por uma série de actividades equestres e taurinas, bem representativas da vivência e aficion das gentes locais.
Passamos a transcrever um artigo sobre a história das festas, cortesia do Sr. António Relvado, da organização do evento

Samora e a sua festa

“Não existem documentos a registar o inicio das festas em Samora.
A festa de Samora é e sempre foi entendida como em tempo de descanso, divertimento, convívio e de culto totémico e religioso.
Samora Correia é uma vila privilegiada pelo seu cenário tendo como pano de fundo a charneca e a lezíria.
As várias casas agrícolas tais como: Companhia das Lezírias, Casa do Infantado de El Rei D. Miguel I, Real Infantado de Samora, Padre Pedro Felício Tobias, Casa Oliveira, Pancas, entre outras, criavam os seus gados que influenciavam a cultura das suas gentes, e que levavam o povo de então a esquecer as agruras dos árduos trabalhos de campo e divertirem-se.
As ceifas estão acabadas, a palha enfardada, o trigo e a fava guardados, as mondas de arroz já há muito tempo que estão terminadas e a cortiça nas pilhas aguardando a partida, faziam com que o povo de Samora criasse a sua própria diversão, que ao passar por Alcamé terminava aqui a manifestação religiosa em torno da sua Padroeira Nª Srª de Oliveira e nas largadas com bois de amancia, trazidos a pé por campinos e lavradores do campo ou da charneca até à vila existindo por vezes, corridas com esses mesmos toiros realizadas em rudimentares praças de madeira, oferecida pelos administradores das casas agrícolas e feitas por populares, nos terrenos das oficinas da Companhia.
Na década de 60, a festa era designada pelos populares como festa do pau caiado, já que as suas ruas eram decoradas com varas de eucalipto caiadas e encimadas com bandeirolas de diversas cores. Na década de 70 sofre alterações significativas, melhorando, hoje a evolução dos tempos levou-a a ter mais vigor no que concerne a decoração, a introdução de novos eventos com o gado tais como os encerros com os toiros das corridas, as entradas e largadas de toiros, a picaria à vara larga, as provas de condução de jogos de cabrestos e provas de perícia de campinos vieram dar nova alma à festa, mantendo sempre o mesmo cariz pagão e religioso.”

A.R

Para consulta do programa clique no icon abaixo


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