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Notícias Equestres


Cavalos: Na Corrida à Fortuna
28/10/2004
In “Correio da Manhã”, edição de 25-10-2004

O Ministério da Agricultura, Pescas e Florestas prepara-se para apresentar em Conselho de Ministros um diploma que facilita a introdução em Portugal do sistema de apostas mútuas assente nas corridas de cavalos.

O momento é considerado oportuno, pois assiste-se a uma viragem no mercado dos jogos, com iniciativas como o lançamento do Euromilhões, a criação e exploração de lotarias instantâneas nas Regiões Autónomas e a proliferação dos jogos de casino na internet.

O CM sabe que a principal alteração, face ao enquadramento jurídico existente, consiste no facto do concessionário do sistema permitir apostas no estrangeiro durante a realização dos investimentos, nomeadamente a construção de um hipódromo.

Ainda ontem, em Paris, quem apostou no ‘Tiercé’, acertando nos três primeiros cavalos a cortar a meta, ganhou, por cada euro investido, 576,50 e. A corrida decorreu no hipódromo de Auteuil, junto ao Bois de Boulogne. Os apostadores que ‘adivinharam’ os quatro cavalos mais rápidos embolsaram 10 mil euros por cada 1,3 euros gastos. Quem acertou nos cinco primeiros ganhou 96 mil euros, por cada 1,5 e de aposta.

Os primeiros concursos públicos para a exploração de apostas mútuas hípicas em Portugal remontam a 1995 e 1996, mas, em tais ocasiões, não houve qualquer entidade interessada, pelo que os concursos ficaram desertos.

O diploma em discussão “altera alguns aspectos do regime com o objectivo de tornar o projecto mais aliciante”, afirmou fonte do Ministério da Agricultura, referindo-se não só à extinção do princípio da territorialidade – podem fazer-se apostas sobre corridas realizadas no estrangeiro, enquanto o sistema não estiver implementado –, mas também a “ajustamentos no caderno de encargos”, para aligeirar o esforço financeiro.

Segundo a mesma fonte, a falta de interesse nulo suscitado pelos concursos anteriores foi consequência da “necessidade de investir fortemente num período de três a cinco anos sem qualquer tipo de receita”, que, agora, ao abrigo do projecto-lei do Ministério da Agricultura poderá vir a ser obtida no estrangeiro. Mesmo assim, é de admitir que, uma vez lançado o concurso de adjudicação, só “grandes grupos, nacionais ou internacionais, se interessem em apresentar candidaturas”.

O diploma prevê a construção de um hipódromo, ainda sem projecto, localização e investimento conhecidos. Tudo dependerá das alternativas apresentadas pelo concessionário.

O dinheiro das apostas será repartido entre os apostadores, o concessionário e o Estado, designadamente o Ministério da Agricultura, através do Serviço Nacional Coudélico, e a Inspecção-Geral de Jogos.

São vários os motivos apontados para fundamentar tal expectativa: fomento da criação de equídeos e criação de empregos, como ferradores e tratadores.


MILHÕES PERDIDOS EM APOSTAS ILEGAIS

Cada vez mais portugueses fazem apostas ilegais em Espanha e noutros países europeus. Em consequência, o Estado português perde, anualmente, 250 milhões de euros em impostos que não são cobrados.

Segundo Paes Afonso, presidente do Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, as apostas feitas no estrangeiro aumentam a uma taxa de dez por cento ao ano.


BLOCO DE NOTAS

PRIMEIRA EM 1868

As primeiras corridas de cavalos em Portugal (Évora) realizaram-se em 1868.

DUAS EXCEPÇÕES

Portugal e o Luxemburgo são os únicos países, numa Europa ainda a Quinze, que não têm corridas de cavalos.


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