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Notícias Equestres


Mais uma vez o Teste de C-ELISA
08/09/2005
Desde dia 17 de agosto o United States Departament of Agriculture (USDA) instituiu o novo exame de C-ELISA como regra prévia à exportação de equinos para os Estados Unidos.

Da mesma maneira que o antigo teste de Fixação de Complemento, vulgarmente chamado de Teste de Piroplasmose, este novo exame tem por objetivo a detecção de animais positivos para Babesiose, protozoário sanguíneo que quase inexiste no território americano.

Tentando ignorar o protecionismo comercial ou os interesses políticos envolvidos nas leis e regras do trânsito internacional de animais, o teste de C-ELISA é modernamente recomendado frente a sua maior eficácia na detecção de animais positivos. Vale lembrar que ao dizer que um animal está positivo frente a um teste que esteja dosando o nível de anticorpos sanguíneos não quer dizer que o animal esteja doente, mas que pelo menos ele entrou em contato com o parasita, transmitido pelos carrapatos.

Não é a primeira vez que os EUA validam este exame como obrigatório para entrada de equinos naquele país, mas em outras ocasiões - como no final do ano de 2004 - pode-se perceber que não havia uma homogeneidade nos resultados obtidos em diferentes laboratórios. O próprio laboratório vinculado ao USDA admitiu por carta aos laboratórios mundiais credenciados o aparecimento de muitos resultados falso positivos, ou seja, o resultado encontrado não era condizente com a não presença da afecção no animal testado. Este facto verificou-se principalmente por uma inadequação da técnica laboratorial, que segundo nota divulgada pelo USDA já foi resolvida frente a uma alteração na manipulação das amostras de sangue.

Devemos lembrar que muitos trabalhos mostram que existe uma grande correlação entre os exames de Fixação de Complemento e o C-ELISA, ou seja, cerca de 73%. Sendo este segundo exame um teste mais sensível teoricamente seria capaz de detectar os chamados falso negativos do exame anterior, ou seja, animais que tiveram contato com a Babesia (caballi ou equi), mas laboratorialmente não demonstram.

Resumidamente podemos inicialmente ficar tranquilos, mesmo nesta fase de adaptações às novas regras, já que semelhante ao ocorrido da última vez que este exame era exigido, a “nota de corte” utilizada como padrão permanecerá a mesma, sendo que a alteração da técnica não causará os chamados falsos positivos.

Assim não teremos dificuldades maiores em relação ao exame anteriormente utilizado, facto percebido no breve período que se utilizou os dois testes como comparativo para as exportações; além disso, com o avanço de coudelarias cuidadosamente controlados, nada de novo nos surpreenderá mesmo com o novo exame.


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