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Notícias Equestres


1ª Corrida do Campo Pequeno acaba com Hino Nacional
19/05/2006
Após anos de angustiante espera, os aficionados do mundo tauromáquico, e de toda a sua arte e explendor, viram o seu maior desejo materializar-se – estava, de novo, aberta a grande Praça do Campo Pequeno. Na que foi a noite da corrida de inauguração desta tão amada arena, a atmosfera fazia sentir-se vibrante, fervilhando de emoção, alegria, expectativa, convívio, dedicação, numa onda de calor humano contagiante, que emanava dos milhares de aficionados presentes.

A escolhida foi a ganadaria Vinhas, cujos toiros, com excepção do 4º e 6º, estiveram à altura das expectativas criadas, com idades entre os 5 e os 6 anos, e envergaduras oscilantes entre 504kg e 604kg.

Nessa noite, 18 de Maio de 2006, uma nova era tinha início nesta histórica praça, num bonito brinde ao céu e ao público, de João Moura, a quem coube tamanha honra. Brindou-nos com uma lide primando pela temple e elegância, conseguindo fazer levantar o público presente, após o seu primeiro ferro curto, finalizando com um belíssimo ferro de palmo. Procurando alcançar o mesmo brilhantismo na segunda lide da noite, viu-se à mercê do infortúnio, fruto da mansidão do seu oponente. Consciente da sua prestação aquém do esperado, privou-se, acertadamente, da volta à praça.

António Ribeiro Telles, de toureria, arte, classe e distinção tão próprias e conhecidas, proporcionou alguns dos momentos áureos da noite. O primeiro toiro da sua lide foi esperado à sorte de gaiola, cravando, com grande nobreza, o primeiro ferro comprido. Já no seu segundo toiro, preferiu uma recepção à porta dos curros, com a garupa da sua montada. Ambas as suas entradas em arena ficaram marcadas por uma profunda emoção e vontade de triunfar, do primeiro ao último ferro, consagrando uma grande noite.

Rui Fernandes, o mais jovem dos 3 cavaleiros em praça, destacou-se na sua lide ao 3º toiro da noite, segura, acertada, tocando os aficionados. O último toiro em praça, pelas suas características, não possibilitou a melhor das prestações a este cavaleiro, que o esperou, também, à sorte de gaiola, cravando um bonito ferro comprido.

Finda a primeira lide da noite, coube a Diogo Sepúlveda, pelo Grupo de Forcados Amadores de Santarém, abrir a praça com uma magnífica pega à primeira tentativa, que se seguiu a um bonito cite, tendo, como primeiro ajuda, Miguel Navalhinhas. António Jesus Grave foi o forcado escolhido para a segunda pega do grupo. De garboso cite, consagrou uma esplendorosa pega, também esta ao primeiro intento, contando com Pedro Seabra como primeiro ajuda. Foi, sem dúvida, uma noite de glória para este grupo.

Segundo em praça foi o Grupo de Forcados Amadores de Montemor, na figura de José Maria Cortes, cuja sorte só concretizou ao terceiro intento, violentamente, contando com Diogo Campilho, como primeira ajuda; e de Pedro Freixo, numa pega, ao primeiro cite, de perfeição técnica e artística, a qual, momentos antes, brindara emocionantemente a Simão da Veiga, destacando-se a valerosa primeira ajuda de Hugo Melo.

Pelo Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, entrou em praça, em primeiro lugar, o cabo José Luís Gomes, que, com grande classe e saber, brindou os aficionados com uma brilhante pega, contando com ajuda de António Rodrigues. A Gonçalo Maria coube o encerrar da praça, citando um toiro sério, finalizando a noite numa exemplar pega de emoção e arte, em conjunto com o primeiro ajuda José Carlos Eusébio.


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