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Notícias Equestres


VI Corrida de Touros da Kapital no Campo Pequeno
07/07/2006
A noite do dia 6 de Julho foi a escolhida para a VI corrida da Kapital, tendo, de novo, como palco, a Monumental Praça do Campo Pequeno. Como já vem sendo hábito, a dar as boas-vindas ao público e a dar início a toda uma noite que se previa de grandes e emocionantes momentos de arte, todos puderam assistir a um bonito espectáculo de abertura. Com efeito, a escolha recaiu sobre uma interacção entre musica flamenca, cantada e dançada ao vivo, e todo o esplendor da Alta Escola Equestre Espanhola, contando com a participação de 2 cavaleiros, 4 bailarinas e 3 músicos.

Infelizmente, e apesar de toda a beleza e fervilhar de emoção que se fazia sentir em todos os presentes, a noite não correspondeu às expectativas criadas. Como, se tem vindo a constatar, a evolução dos cavaleiros tem progredindo a par com a regressão da qualidade dos touros em praça. Para o toureio a cavalo, estiveram em praça animais de ferro Francisco Romão Tenório; para a lide a pé, foram escolhidos dois exemplares de Conde Cabral. Mal apresentados, de formas desproporcionais e mansos, não foram meritórios de comentários positivos.

De entre os cavaleiros da noite, contava-se João Moura, com uma bonita primeira lide, dobrando o touro com muita mestria. Notória a sua preocupação numa boa lide, conseguiu boas oportunidades e concretizou bons e bonitos ferros, num crescendo de arte e beleza. Pena foi a sua não tão boa prestação no segundo toiro da noite. No entanto, retirou-se com o bonito e simbólico gesto de deixar o tricórnio no centro, consciente de que a salva de palmas era dirigida e merecida pelo forcado.

Seguiu-se João Moura Júnior, recebendo o touro, de pouca força em seus andamentos, num bonito ladear, entusiasmando o público presente. Terminou a sua primeira lide com um bonito palmito. No segundo da noite, e último touro em praça, também não foi afortunado. Manso e distraído, depressa se esgotou. Mais não podia ter feito, com excepção do último ferro cravado, uma má opção por parte deste jovem cavaleiro.

A abrilhantar a noite, esteve Enrique Ponce, no toureio a pé. Matador de grande arte e saber, explorou as poucas características dos touros Conde Cabral, revelando uma sabedoria e arte tal, que tudo parecia de grande facilidade aos olhos de quem observava. Lides bonitas as suas, tendo, no entanto, tido maior expressão e beleza no que foi o seu segundo touro da noite, arrancando do público sentidos e fortes “olés” aos seus exímios passos de esquerda e redondos.

Esteve, ainda, presente o Grupo de Forcados Amadores de Santarém. Abriu praça Diogo Sepúlveda, com uma bonita pega à primeira tentativa, seguindo-se Pedro Seixas, no segundo da noite, concretizando a sua rija pega, também ao primeiro intento, inicialmente sem ajudas, por parte dos restantes membros do grupo em praça.

Pelo Grupo de Forcados do Aposento da Moita, abriu praça João Ilaco, com uma também bonita pega ao primeiro intento. A Luís Fera coube o segundo touro, mal visto, violento, tendo batido violentamente nas tábuas.

À parte a má prestação dos touros em praça, a noite proporcionou bons e altos momentos aos espectadores aí presentes.


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