Voltar - Página Inicial Comentários Contactos Links Mapa do Site Definir como Homepage Adicionar aos Favoritos Canal de Conversação
Search

Notícias Equestres


Moura e Telles no Campo Pequeno
28/07/2006
Como, desde algumas semanas, já vem sendo hábito, a Monumental do Campo Pequeno, este grande ex-libris do mundo taurino, foi palco de mais uma agradável noite de grande arte e saber de bem tourear.

No entanto, o cartel fazia anunciar uma estreia: tratava-se da primeira corrida em Portugal do matador Eduardo Gallo. Surpreendentemente, apesar da época do ano não primar pela adesão do público aos mais diversos eventos, foi de louvar a constatação de que, aproximadamente, a lotação rondou a meia praça.

Nesta amena noite, o curro em praça provinha da casa João Moura, muito uniforme na sua apresentação e bravura.

A João Moura coube a abertura da praça. Esteve muito bem, cravando dois ferros compridos de grande beleza, quatro curtos e um palmo, todos com grande ligeireza e decisão. No seu segundo da noite, arriscou uma abordagem diferente, cravando dois compridos traseiros e quatro curtos de excelência, citando sempre muito próximo do seu oponente, conseguindo momentos emocionantes. Terminou em grande esta sua noite em praça.

António Telles, cavaleiro de técnica impar, no primeiro da noite, cravou dois bonitos ferros compridos e quatro curtos de muito boa nota, em cites de praça a praça. A sua segunda lide permitiu-lhe um encerrar da sua actuação num crescendo emocionante. Recebeu o oponente à porta gaiola, cravou um lindo ferro comprido e foi bravo face ao seu segundo toiro, bravo nas investidas. Espelhava emoção e arte em cada movimento, vontade e entrega em cada cite, cravando sempre ao estribo, tocou o público. Fez as delícias dos presentes.

Os forcados da noite, de Évora e Portalegre, estiveram em grande co quatro bonitas e fortes pegas ao primeiro intento, pelos forcados Bernardo Patinhas e Francisco Garcia, de Évora, e Artur Domingues e João Tavares, de Portalegre.

Eduardo Gallo, na sua estreia neste nosso Portugal, não teve grande entrega por parte dos seus oponentes, apesar de todo o seu esforço. No primeiro toiro da sua lote, brindou o público com algumas verónicas de grande emoção, rematando com uma meia de grande beleza, com os pés firmes no chão. O tércio de bandarilhas foi composto de quatro pares, não usual, seguido de uma faena de muleta, onde ainda conseguiu duas séries de derechazos de excelência.

Teria sido uma noite de grande glória, não fosse a lote não corresponder ao seu esforço. O segundo revelou-se ainda mais fraco. Recebeu o seu oponente de capote com grande arte, e de muleta conseguiu duas faenas, a primeira contando com uma bonita série de naturais, denotando-se, apenas, alguma falta de ligação. Já na segunda parte, a praça ficou repleta de emoção, raça, vontade. Pena não ter sido correspondido pelos oponentes.


(©) Copyright Cavalonet 2000 - 2013