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Notícias Equestres


Eurodeputada Anti-Taurina no Parlamento Europeu
21/02/2007
A eurodeputada portuguesa Ana Gomes, declarou-se no Parlamento Europeu como uma anti-taurina, ou mais concretamente contra as touradas em toda a sua extensão assinando a Declaração Escrita contra as Corridas de Touros.

Diz Ana Gomes que "pretende acabar com as touradas como espectáculos de tortura pública".

O documento assinado pela deputada portuguesa propõe também que a Comissão Europeia deixe de subsidiar os agricultores portugueses que criem touros de lide, independentemente de esses subsidios serem ou não relativos à criação dos mesmos.

Ao ser contactada em espanhol por um aficionado, para os seus diversos endereços de e-mail (anamargomes@hotmail.com, agomes@europarl.eu.int ou anamaria.gomes@europarl.europa.eu), esta não respondeu em português (sua língua materna) ou em espanhol, uma vez que foi contactada nesta língua, mas sim respondeu em inglês!!! Ao menos que defenda a sua língua de origem, já que não defende as tradições do seu país.

Thank you for your email.
I believe that bullfighting is a cultural tradition in Portugal . But I am against the suffering and murder of bulls and a practice that, in my opinion, includes barbaric aspects.
I would rather sign a declaration defending bullfighting as a cultural practice and, at the same time, ensuring the necessary measures to avoid animal suffering. This would be a compromise solution. But this, unfortunately, is not on the table.
I have to choose between those who defend bullfighting in its present format and animal rights activists who are against bullfighting. I chose to be with the latter. Because those who defend bullfighting have had many years to take the necessary precautions to avoid animal suffering and to put an end to bullfighting as public torture shows. They have not yet done so.
Therefore, I have signed the Written Declaration 0002/2007.
Best regards,
Ana Gomes


Muito nos admira que a Sra. Deputada assine uma declaração onde se pede que se extingam as Corridas de Touros.

A nosso ver há assuntos bem mais importantes a serem tratados pela União Europeia aos quais a Sra. Deputada poderia dedicar o seu tempo e o seu esforço, ao invés de os gastar com os touros, pois estes em nada afectam o bom andamento do planeta.

Supomos que tal opinião talvez possa estar relacionada com uma deficiente informação sobre aquilo a que chamamos “o mundo dos touros”…

Por exemplo, perguntamos-lhe: tem ideia de quantas pessoas ficariam desempregadas, como consequência do encerro das corridas de touros? Uma simples pincelada da "tragédia" que isto causaria nesta época de crise e aumento de desemprego:
- Cavaleiros tauromáquicos, tratadores de cavalos, camionistas de transporte dos animais, veterinários, criadores, rações, etc…
- Matadores de touros, bandarilheiros, moços-de-espada
- Bordadeiras (confeccionam as roupas dos cavaleiros, toureiros, banderilheiros, picadores)
- Correeiros (confeccionam os arreios e cabeçadas dos cavalos usados por cavaleiros, picadores e campinos e fazem as embolas das vacas)
- Artesãos que fazem as banderilhas para as corridas e para o público
- Funcionários das Ganaderias (herdades onde se criam os touros bravos)
- Funcionários das Praças de Touros, desde o que limpa as casas-de-banho até o que vende bilhetes na praça de touros
- Jornalistas que fazem a cobertura das corridas tanto em Portugal, Espanha, França como em outros países da América do Sul.
- Todo um segmento turístico ligado aos touros: hotelaria, restaurantes, etc.
Isto pensando apenas nos que trabalham de forma directa, a influência poder-se-á estender muito mais além.

Quanto ao sofrimento dos touros que tanto preocupa a Sra. Deputada, devemos esclarecê-la que os touros bravos são dos animais de criação que têm “melhor vida”: vivem todo o tempo no campo, são separados da mãe mais tarde e até são os que vivem mais tempo se os compararmos com os seus familiares de carne que vão para o talho antes de completar um ano. Para além de que o destino provável da raça seria a extinção se não houvesse o interesse económico de os criar para as corridas uma vez que não têm outro proveito.

Pensando apenas no dia em que o touro mostra a sua raça, a sua bravura e o seu instinto natural…o dia em que é corrido, bem, está provado que sob a acção da adrenalina, um animal não sente dor ou caso a sinta é em grau muito menor.

Não deixando esquecer também, e esta talvez por já ser do seu “agrado”: gostaríamos também de lhe informar que é graças à tauromaquia em Portugal que mantemos dos mais altos níveis de Alta Escola destes últimos séculos. É também graças as Touradas que temos tão bons Equinos em Portugal, devido a constante selecção e desenvolvimento a nivel físico e psicológico durante vários séculos.

Acreditando que esta notícia possa ter melhor elucidado sobre o assunto, pedimos que a Sra. Deputada reconsidere melhor a sua opinião, ou que, se esta infelizmente se mantiver, pelo menos não faça campanha contra uma tradição, uma riqueza e pessoas do seu país…


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